quinta-feira, 8 de junho de 2017

CONFERÊNCIA – SOB A ÉGIDE DE BOCAGE: A MAÇONARIA EM SETÚBAL (1828-1983)



CONFERÊNCIA: Sob a Égide de Bocage: a Maçonaria em Setúbal;

ORADOR: António Ventura (professor da FLUL);

DIA: 10 de Junho 2017 (15,00 horas);
LOCAL: Casa de Cultura de Setúbal [Sala José Afonso];


J.M.M.

terça-feira, 6 de junho de 2017

[INAUGURAÇÃO] RUA PROF. OLIVEIRA MARQUES. HISTORIADOR (1933-2007)



Inauguração da Rua Dr. Oliveira Marques. Historiador (1933-2007)


DIA:
7 de Junho 2017 (12,00 horas);
LOCAL: Transversal à Alameda da Universidade [entre a FLUL e o ANTT], Lisboa;

A Câmara Municipal de Lisboa, pelo Edital nº43/2013, de 2 de Agosto, atribuiu o topónimo de Rua Prof. Oliveira Marques ao arruamento transversal à Alameda da Universidade, que fica entre a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo.  
 
 

O Prof. Oliveira Marques, inserido na toponímia lisboeta com a legenda «Historiador/1933 – 2007», é o especialista da História Medieval portuguesa, pioneiro na sua vertente económica e social, bem como da História Contemporânea da I República de um ponto de vista estruturalista, tendo publicado fontes, monografias e sínteses gerais. Introduziu em Portugal como temas históricos a vida quotidiana, a urbanização medieval, as técnicas, o clima ou a Maçonaria Portuguesa, para além de ter adaptado ao caso português os conceitos de Feudalismo e de Fascismo. A. H. de Oliveira Marques foi também o primeiro diretor da Biblioteca Nacional após o 25 de Abril de 1974 e como docente trabalhou de 1957 até 1962 na Faculdade de Letras de Lisboa, de 1965 a 1970 nas Universidades americanas de Auburn, Flórida, Columbia, Minnesota, Chicago e, a partir de 1976 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, nos departamentos de História, Estudos Alemães, Ciência Política e Relações Internacionais, tendo ainda sido o primeiro presidente da Comissão Instaladora da Faculdade e fundado o Centro de Estudos Históricos”. [AQUI]

J.M.M.

terça-feira, 30 de maio de 2017

MANUEL VIEGAS CARRASCALÃO (PARTE I)


Poucos dias após o falecimento de um dos filhos, lembramos as origens pelo lado paterno do Mário Carrascalão e acompanhemos algum do seu percurso de vida do seu pai: Manuel Viegas Carrascalão, patriarca de uma das famílias influentes em Timor Lorosae, desde o nascimento em S. Brás de Alportel, o início das actividades políticas como elemento de destaque nos movimentos operários e anarquistas em Portugal, durante a I República Portuguesa.

Manuel Viegas Carrascalão: nasce em São Brás de Alportel, no sítio dos Machados, em 24 de Outubro de 1901, filho de Manuel Viegas e de Maria Faustina Cavaco. Tipógrafo de profissão, abraçou os ideais anarquistas e começou muito jovem a participar na propaganda operária que se fazia na região. Aos doze anos trabalhava como aprendiz de tipógrafo no jornal Ecos do Sul, que se publicou em S. Brás de Alportel. Segue depois para Lisboa, onde continua a trabalhar como tipógrafo.

Começou por fazer parte das Juventudes Sindicalistas onde ascendeu a secretário-geral. Em 1920 foi preso acusado de bombismo, situação que se volta a repetir em 1922. Libertado em Dezembro de 1924 por pressão dos sindicatos da Confederação Geral do Trabalho e da Federação das Juventudes Sindicalistas porque pertencia também à estrutura directiva de ambas as organizações.

Em 1925, no mês de Janeiro participa num comício realizado em Portimão, onde discursa. Em Março, entre os dias 22 e 30, realiza-se a 1ª Conferência Juvenil das Juventudes Sindicalistas, em Lisboa. Nessa conferência estiveram presentes delegados do Núcleo Central e cinco secções: central, Beato, Metalúrgicos, Olivais, Empregados no Comércio e Mobiliário. Estiveram pressentes dois representantes da Confederação: Manuel Joaquim de Sousa, em representação da Federação Anarquista da Região Sul e Carlos Coelho, que representava a CGT.

Ainda em 1925, no mês de Abril, demonstrando as diferenças de opinião e de concepção na luta política existentes no interior destas organizações anarquistas, o secretário adjunto da Federação das Juventudes Sindicalistas, Manuel Augusto Vasconcelos Silveira, demitia-se das funções por incompatibilidades com Manuel Viegas Carrascalão, por considerar que agia isoladamente e sem consultar as estruturas da organização.

Nas comemorações do 1º de Maio de 1925, vamos encontrar Manuel Viegas Carrascalão como representante da CGT em Castelo Branco, discursando perante os trabalhadores e operários desse distrito. Nessas comemorações encontramos representantes da CGT em actividade por todo o País, mobilizando os operários e reivindicando melhores condições.

A 15 de Maio de 1925, Manuel Viegas Carrascalão é preso sob a acusação de ser bombista e de pertencer à organização clandestina Legião Vermelha, que teria estado na base do atentado a Ferreira do Amaral, que era o comandante da Polícia Cívica de Lisboa e foi gravemente ferido nessa altura [ver aqui: https://toponimialisboa.wordpress.com/2014/02/13/a-rua-do-coronel-comandante-na-flandres-e-na-policia-civica-de-lisboa/].


Esta organização tinha sido criada em 1919, portanto ainda antes da criação do Partido Comunista Português, era uma organização armada, embora próxima do bolchevismo, não tinha ligação oficial ao partido, que actuava de forma violenta, com atentados, raptos, que funcionava como uma espécie de braço armado e radical da Confederação Geral do Trabalho. Esta organização, sobre a qual ainda pouco se sabe, mas que teve grande visibilidade no final da I República devido à quantidade de atentados realizados. Alegadamente com responsabilidades na colocação de mais de 300 engenhos explosivos, na cidade de Lisboa, entre 1920 e 1925.

terça-feira, 16 de maio de 2017

PROMONTÓRIA MONOGRÁFICA. HISTÓRIA DO ALGARVE. Nº3



DATA: 17 de Maio de 2017 (quarta-feira)
HORA: 18.30h
LOCAL: Biblioteca Municipal de Loulé Sophia de Mello Breyner Andresen
APRESENTADOR CONVIDADO: Idálio Revez

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:


A “Promontoria Monográfica História do Algarve” é uma iniciativa editorial da FCHS da Universidade do Algarve, tendo acabado de sair a público o número 3 desta série. É dedicado ao tema “História das Culturas de Escrita: da Idade do Ferro à Era Digital”. Com este número, pretende-se contribuir para a reflexão em torno da evolução das diferentes formas gráficas, enquadradas pelos seus contextos históricos e sociológicos de produção, circulação e uso, numa perspetiva capaz de conciliar tanto as especificidades quanto as continuidades entre as várias expressões e funções da escrita.

Apontamentos para a História das Culturas de Escrita: da Idade do Ferro à Era Digital é dedicado à memória do bispo do Algarve D. Francisco Gomes do Avelar (1789-1816), como tributo ao patrocínio que prestou à expansão social da escrita impressa na região, e inicia as celebrações dos 530 anos de livro impresso em Portugal: Pentateuco, 1487-2017.
Entrada livre

Mais informações detalhadas sobre este volume da revista podem ser obtidos na notícia que em tempos deixamos AQUI.

Com os votos de muito sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.

EXPOSIÇÃO – SOARES SEMPRE FIXE!



EXPOSIÇÃO – Soares Sempre Fixe!
 
DIA: 16 de Maio 2017 (18,00 horas);

LOCAL: Galeria Carlos Paredes [Rua Gonçalves Crespo, 62], Lisboa;

ORGANIZAÇÃO: Sociedade Portuguesa de Autores.

“No próximo dia 16, às 18 horas, será inaugurada na Sala-galeria Carlos Paredes, no edifício 2 da SPA, a exposição "Soares Sempre Fixe!", constituída por um significativo conjunto de fotografias da autoria de Inácio Ludgero que, como fotojornalista, acompanhou a actividade de Mário Soares como dirigente partidário, como Primeiro-Ministro, como Presidente da República, eurodeputado e dirigente socialista internacional. 

Este conjunto de fotografias dá uma ideia da intensa actividade política, pessoal e cultural desenvolvida por um dos fundadores e mais empenhados defensores da democracia e da liberdade em Portugal.

Mário Soares que se estreou como autor literário em 1950, tornou-se associado da SPA, que lhe atribuiu, como forma de reconhecimento e consagração, o Prémio Vida e Obra na gala televisiva de 2012, no CCB. 

Esta exposição, a primeira de homenagem a Mário Soares nos meses que se seguiram ao seu falecimento, deverá ter ampla itinerância, como forma de celebração da sua vida e obra” [AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

[VILA REAL – CONFERÊNCIA | EXPOSIÇÃO] – “A MAÇONARIA PORTUGUESA NO SÉCULO XIX – ENTRE A DISPERSÃO E A UNIDADE”


 
CONFERÊNCIA: A Maçonaria Portuguesa no Século XIX – Entre a Dispersão e a Unidade;
EXPOSIÇÃO: Indumentária e Adereços da Maçonaria no Século XIX

ORADOR: António Ventura (professor da FLUL);

DIA: 12 de Maio 2017 (21,00 horas);
LOCAL: Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Real [Vila Real];
ORGANIZAÇÃO: CM de Vila Real.

J.M.M.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

SEMINÁRIO – NAÇÃO E FEDERAÇÃO

 

SEMINÁRIO: Nação e Federação;

DIA: 11 DE Maio de 2017 (a partir das 9,45 horas);
LOCAL: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (sala 5.2.);
 
 

Desenvolvendo o trabalho científico iniciado com o I Seminário de 2009, pretende-se anualmente dar continuidade a este Projecto de Seminários de História e Cultura Política – com um tema de base –, dentro das actividades do Grupo de Investigação Usos do Passado/CH-ULisboa. Sempre que possível as perspectivas analíticas comunicadas devem ser orientadas através de vários olhares disciplinares, em particular da História, da Filosofia, da Ciência Política ou da Literatura.

O VIII Seminário tem como tema – Nação e Federação – e a reflexão crítica e o debate visam continuar a vivificação da memória da cultura política e a construção historiográfica das ideias políticas e sociais, dentro da área do pensamento europeu, ibero-americano e português, um mundo aberto, plural e conflitual, onde há um grande campo de investigação crítica a desenvolver, para percepcionar fundamentos filosóficos, dinâmicas históricas e expressões ideológicas e políticas.
 

LER MAIS AQUI
 

J.M.M.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE QUERENÇA


Realiza-se nos próximos dias 12, 13 e 14 de Maio de 2017, a II edição do Festival Literário Internacional de Querença (Loulé), centralizado nas instalações da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, mas com actividades espalhadas pela aldeia. A presente edição serve também para homenagear a professora e conhecida ensaísta pessoana Teresa Rita Lopes.

O Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), convidou o director de informação da RTP, Paulo Dentinho, como moderador numa das sessões.

Para conduzir o tema “Literatura e Sociedade: Pontes de Solidariedade” contará com António Branco, reitor da Universidade do Algarve, para abrir as conferências.

O conjunto dos moderadores pode ser consultado AQUI.

Nos dias 12, 13 e 14 de Maio, o programa inclui nomes sonantes da literatura, como Teresa Rita Lopes. No sábado, o FLIQ homenageia a escritora algarvia e professora universitária, referência internacional no estudo da obra de Fernando Pessoa. O dia 13, dedicado à autora, contará com intervenções de Catherine Dumas, Manuel Moya, João Luiz, Carlos Brito, entre outros.

O conjunto dos intervenientes e dos conferencistas pode ser consultado AQUI.

José Fanha e Fernando Esteves Pinto também estarão presentes trazendo duas colectâneas de sua autoria que, em comum, têm os mais recentes fluxos migratórios. Reúnem textos de outros escritores, tais como Afonso Cruz, Miguel Real e Cristina Carvalho.
O programa musical pode ser consultado AQUI.

O FLIQ reunirá também a fotógrafa Telma Veríssimo; do teatro: Luísa Monteiro e Paulo Moreira (da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve), o grupo Ao Luar Teatro; e os músicos Francisco Fanhais, Moçoilas e Afonso Dias, que protagonizará uma noite de tertúlia literária (sábado).

Patrícia de Jesus Palma, da comissão organizadora, lembra que este é um Festival para todos. “E é, sobretudo, um bom momento para celebrar as relações humanas que se criam a partir da(s) leitura(s), aconteçam por necessidade ou por prazer.” – conclui.

O evento contará com uma Feira do Livro, leituras, documentários, exposições, performances teatrais e musicais, actividades para o público infanto-juvenil e gastronomia serrana, em que o destaque vai para um jantar típico “Manuel Viegas Guerreiro” com várias iguarias locais, na 6ª feira, disponível mediante pré-inscrição.

Saliente-se que o FLIQ tem o apoio da Direcção Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Loulé, União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim, Programa Algarve 365 e Ombria Resort. Tem a Antena 1 como media partner e a entrada é livre, pelo que para saber mais visite o site da Fundação Manuel Viegas Guerreiro e a página do Festival no Facebook.

O programa pode ser consultado abaixo (Clicar na imagem para aumentar):

Para os potenciais interessados em participar no jantar devem inscrever-se previamente e o comprovativo de pagamento serve de prova.
As informações detalhadas e toda a logística do festival podem ser consultadas no site da Fundação Manuel Viegas Guerreiro.

Com os votos do maior sucesso para esta excelente iniciativa que merece a melhor divulgação e a visita dos que se interessam pelos temas em debate.

A.A.B.M.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A MAÇONARIA NA SOCIEDADE AMOR DA PÁTRIA. A HISTÓRIA DE UMA LOJA NO FAIAL




LIVRO: A Maçonaria na Sociedade Amor da Pátria. A História de uma Loja no Faial;
AUTOR
: António Lopes;
EDIÇÃO: Sociedade Amor da Pátria, 2017, p. 192

“No caso da Maçonaria, que não é religião, nem mera ideologia, onde se vivem e revivem lendas, alegorias e símbolos, através de rituais conhecidos, é mais intensa e formalizada essa dimensão, até com a procura do próprio sagrado. Logo, ver de fora qualquer comunidade de coisas que se amam pode levar muitos a dizer que todas as cartas de amor são ridículas. Mas como dizia Fernando Pessoa, é bem mais ridículo não se escreverem cartas de amor. Ou não responder a uma entrevista sobre a matéria, só porque o interpelante tem manifestado óbvias divergências com as nossas conceções do mundo e da vida, mas talvez seja capaz de reconhecer que comete erros, tem dúvidas e pode enganar-se, até na listagem de inimigos públicos”

A Sociedade Amor da Pátria foi no passado, e é no presente, uma entidade marcante e incontornável na vida e na história do Faial e da cidade da Horta em particular. Abordar os momentos chave dessa história é manter vivo o presente, compreendendo-o com a certeza que, com isso, estamos a honrar todos os faialenses, de nascimento ou de coração, que em tempos idos lutaram para que os homens e as mulheres de hoje possam ter um conjunto de referências morais e materiais que os enchem de orgulho.

 


Essa história a que nos referimos é feita por uma Sociedade criada pela Maçonaria onde, por vezes, não se distingue onde começava o pensamento ou a ação de uma e acabava o de outra. Por isso, conhecer a história da Loja Amor da Pátria é conhecer uma parte importante da Sociedade Amor da Pátria, mais vasta é certo, mas onde estão presentes os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade que floresceram nesta ilha, Compreende-se que a dado passo desta obra se diga que no Faial “até as pedras das calçadas eram constitucionais”.

A Direção da Sociedade Amor da Pátria ao convidar o Dr. António Lopes para efetuar este trabalho, historiador especializado nos temas maçónicos, está a lembrar esse passado que nos orgulha e a deixar para os vindouros momentos que o tempo tem tendência para apagar, e os homens, mesmo que involuntariamente, por vezes esquecem. Ao lembrar esse passado estamos a assumir a paixão que nos motiva numa casa como esta. Estamos a lembrar o contributo cívico de uma entidade, dos seus associados e dos seus dirigentes para com o todo social num momento histórico difícil para o associativismo e em prol do Bem Comum. Estamos ainda a prestar homenagem, aos sócios de ontem e de hoje, que fizeram e fazem a Sociedade Amor da Pátria e estamos, por fim, a sublinhar o contributo cívico que a Sociedade Amor da Pátria todos os dias, de forma renovada, dá para a história do Faial e dos Açores.

[Ruben Simas, in Prefácio à obra - sublinhados nossos]

J.M.M.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

[LISBOA: 6 | 7 DE MAIO] SALÃO DO LIVRO MAÇÓNICO



DATA: 6 & 7 de Maio 2017 (10,00 horas -19,00 horas);
LOCAL: Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa [Rua das Portas de São Antão, 89] Lisboa;

“Informamos que se irá realizar-se, pela primeira vez, em Portugal, o Salão do Livro Maçónico, no âmbito dos 300 anos da Maçonaria, nos próximos dias 6 e 7 de Maio, das 10  ás 19 horas, em Lisboa.
O local da sua realização é o Salão Nobre da Associação de Comércio e Indústria, sito na Rua das Portas de Santo Antão, 89, Lisboa.
O evento é aberto ao público.
No decorrer do Salão do Livro Maçónico, haverá lugar à apresentação de livros, bem como de Conferencias, cujos temas estão relacionados com o mote do evento. 
Estarão presentes Obediências Maçónicas nacionais e internacionais, bem como outras entidades que dedicam a sua actividade à Maçonaria.
Com os nossos melhores cumprimentos"
[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]
 

 

CONFERÊNCIAS PARA O DIA 6 DE MAIO:

11.00 Horas – Pedro Martins: “O pensamento Maçónico de António Telmo”;
15.00 Horas – Carlos Otero: “Mozart e a Maçonaria”;
17.00 Horas – Dimitri Arsenakis: “Passado, Presente e Futuro do Grande Oriente de França”.

CONFERÊNCIAS PARA O DIA 7 DE MAIO:

11.00 Horas – José Manuel Anes: “Maçonaria em Portugal”;
14.30 Horas – Roger Dachez: “Maçonaria Egípcia”;
17.00 Horas – António Ventura: “300 Anos da Maçonaria”.

J.M.M.

terça-feira, 2 de maio de 2017

III CONGRESSO HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL

Realiza-se a partir do próximo dia 4 de Maio de 2017, a terceira edição deste congresso dedicado à investigação sobre a História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal. São objectivos deste congresso segundo as linhas orientadoras que o motivam as seguintes:

Este congresso pretende abranger o estudo do trabalho e dos movimentos sociais em Portugal num sentido amplo, pretendendo-se destacar, nesta terceira edição do Congresso, o papel das organizações sindicais e operárias na evolução das sociedades contemporânea, uma vez que a sua realização coincide com o 40.º aniversário do Congresso de Todos os Sindicatos, realizado em janeiro de 1977, segundo congresso da Intersindical e que dará forma ao movimento sindical português dos nossos dias. Neste sentido, convidamos à submissão de propostas de comunicação, entre outras temáticas possíveis, que versem sobre:
  • A história do sindicalismo português, desde o século XIX aos nossos dias;
  • As formas de organização permanente dos trabalhadores. Presente e futuro;
  • Organização vs. Democracia? As questões da unidade e corporativismo;
  • A década de 1970: momento crítico do movimento operário e sindical;
  • Sindicalismo e revolução social.
Durante o congresso vão estar os seguintes congressistas convidados e proceder-se-á apresentação pública de um livro sobre o tema da autoria de Américo Nunes e de José Ernesto Cartaxo.

Reproduz-se abaixo o programa das comunicações a apresentar no congresso:

Os conferencistas convidados são:
William Pelz (Director of the Institute of Working Class History, Chicago):
Tema: Can there be a “People’s History”? Would it matter? Glimpses of A People’s History of Modern Europe
Dr. William A. PELZ, Director of the Institute of Working Class History (Chicago), is an historian who specializes in European and comparative labor history. His books include: A Peoples History of Modern Europe (2016), Wilhelm Liebknecht and German Social Democracy (2016), The Eugene V. Debs Reader: Socialism and Democracy (2014), Karl Marx: A World to Win (2012), Against Capitalism: The European Left on the March (2007); The Spartkusbund and the German Working Class Movement (1988). His articles and reviews have appeared in the American Historical Review, Film & History, German History, German Studies Review, International Labor and Working Class History, International Review of Social History, Labor Studies, Journal of European Studies, Science & Society, Soviet Studies, Sozialismus, JahrBuch fuar Forschungen zur Geschichte der Arbeiterbewegung, and International Labor History Yearbook, among others.

Professor Doutor Fernando Rosas (IHC-FCSH/UNL):
“A Revolução Russa e a Revolução Portuguesa”

Apresentação pública do livro:
“Contributos para a História do Sindicalismo em Portugal” por Américo Nunes e José Ernesto Cartaxo
DIA DE MAIO
TORRE B – AUDITÓRIO 1
9H30 – ABERTURA COM A PROFª. DOUTORA RAQUEL VARELA, COORDENADORA DO GRUPO DE INVESTIGAÇÃO DE HISTÓRIA GLOBAL DO TRABALHO E DOS CONFLITOS SOCIAIS, E COM A COMISSÃO ORGANIZADORA  DO CONGRESSO.
1º PAINEL – 10H00 ÀS 11H25
HELENA MARTINS DO RÊGO BARRETO (UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA– “Comunicação e contra-hegemonia:   a experiência do MST”
PAULO MARQUES ALVES (DINÂMIA’CET-IUL) – “Da exclusão à sub-representação das mulheres no movimento sindical”
TIAGO REIS (IHC/FCSH-UNL) – “Reestruturação trabalhista na Fiocruz 1988-2003: Estabilidade versus flexibilidade em uma instituição pública”
VIDALCIR   ORTIGARA   (UNESC   –   UNIVERSIDADE   DO   EXTREMO   SUL   CATARINENSE)   –   “Educação e conhecimento: uma necessária e urgente reivindicação ontológica a partir de Lukács”
COFFEE BREAK
2º PAINEL – 11H35 ÀS 13H00
ANTÓNIO LOUÇà(IHC/FCSH-UNL), RAQUEL VARELA (IHC/FCSH-UNL) VALÉRIO ARCARY (PROFESSOR TITULAR APOSENTADO DO IFSP – INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA) – “A Revolução Bolchevique e a Contra-Revolução Estalinista: História e Historiografia”
ALMOÇO
3º PAINEL – 14H30 ÀS 15H55
MIGUEL ÁNGEL PÉREZ SUÁREZ (IHC/FCSH-UNL) – “A Autogestão na Revolução Portuguesa: Realidade e Problemas”
JORGE FONTES (IHC/FCSH-UNL) – “O fracasso do «pacto social» de 1977”
RICARDO NORONHA (IHC/FCSH-UNL) – “Um funcionário cansado de um dia exemplar”’: os trabalhadores dos serviços entre o final do Estado Novo e o processo revolucionário (1968-1975)
ANTONIO MUÑOZ (ICS-UL) – “O sindicalismo europeu não comunista na transição democrática portuguesa”
COFFEE-BREAK
4º PAINEL – 16H05 ÀS 17H30
NUNO PINHEIRO (CIES-IUL) – “Greves e movimentos operários na fotografia do início do Seculo XX (1900- 1926)”
CONSTANTINO PIÇARRA (IHC/FCSH-UNL) – “O Sindicalismo Rural nos Campos do Sul durante a I República e a Questão Agrária”
ANA ALCÂNTARA (IHC/FCSH-UNL) – “Associações de Classe e operariado na Lisboa do final do século XIX”
5º PAINEL – 17H35 ÀS 19H00
JOSÉ MARQUES GUIMARÃES (CENTRO DE ESTUDOS DA POPULAÇÃO, ECONOMIA E SOCIEDADE – CEPESE – DA UNIVERSIDADE DO PORTO) – “Ambiguidades da intervenção nativista contra a dominação colonial portuguesa e seus reflexos no movimento operário cabo-verdiano”
MACIEL SANTOS E MIGUEL FILIPE (CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS DA UNIVERSIDADE DO PORTO– “A ação direta em Moçambique de 1920 a 1926: contributo para a história do movimento operário socialista português em Moçambique”
RODRIGO MARTINS (FLUL/CINAV) – “Liga dos Oficiais da Marinha Mercante – Um estudo de caso do sindicalismo na Primeira Guerra Mundial”
DIA DE MAIO
TORRE B – AUDITÓRIO 1
 10H00 ÀS 11H15 – CONFERÊNCIA DO PROF.º DOUTOR FERNANDO ROSAS: “A Revolução Russa e a  Revolução Portuguesa”
COFFEE BREAK
6º PAINEL – 11H35 ÀS 13H00
 INÊS LOURENÇO (PATRIMONIUM – Centro de Estudos e Defesa do Património da Região de Peniche) – “O Povo de Ferrel e o Nuclear, 15 de Março de 1976”
JOANA ROCHA (FCSH-UNL) – “Os Interstícios da Militância Consciente: A Experiência de «Poder Popular» no Período Revolucionário em Curso, 1974-1975”
JOÃO MADEIRA (IHC/FCSH-UNL) – “Sines contra a poluição: a greve verde de 1982”
ALMOÇO
14H30 ÀS 15H55 – APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO LIVRO“Contributos para a História do Sindicalismo em Portugal” (Américo Nunes e José Ernesto Cartaxo)
COFFEE BREAK
7º PAINEL – 16H00 ÀS 17H25
 RAQUEL VARELA (IHC/FCSH-UNL) JOÃO CARLOS LOUÇà(IHC/FCSH-UNL) – “O Trabalho Forçado e a Revolução Portuguesa: uma perspetiva da história global do trabalho”
HERMES COSTA (CES/FEUC), ELÍSIO ESTANQUE (CES/FEUC), MANUEL CARVALHO DA SILVA (CES/UC), HUGO DIAS (UNIVERSIDADE DE CAMPINAS), DORA FONSECA (CES/UC) ANDREIA SANTOS (CES/UC) – “Reconstruindo o(s) discurso(s) do(s) poder(es) sindicais em Portugal”
MARIA AUGUSTA TAVARES (UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA– “A atualidade das categorias econômicas da acumulação primitiva no modo de produção capitalista”
8º PAINEL – 17H30 ÀS 18H50
 JOÃO  EDRAL  (ASSOCIAÇÃO  CULTURAL  PALHA   DE  ABRANTES/(IHC-FCSH-UNL)   –   “Movimento    de trabalhadores da Metalúrgica «Duarte Ferreira» entre 1974 e 1985: crónica de uma delapidação”
JOÃO PEDRO SANTOS (IHC-FCSH-UNL) – “’Somos operários, é malta do ferro’ – Desindustrialização, Classe e Memória Operária em Setúbal”
JOSÉ PEDRO MAIA DOS REIS (FLUP) – “Violência sobre sindicatos e sindicalistas em  1975/76”
JOSÉ MANUEL LOPES CORDEIRO (CISC/UNIVERSIDADE  DO MINHO– “O Sindicato dos Químicos durante    o PREC: Uma voz contra a corrente”
19H00 – CONFERÊNCIA  DE  ENCERRAMENTO  COM WILLIAM PELZ (DIRETOR  DO INSTITUTO   WORKING CLASS HISTORY, CHICAGO): “Can there be a ‘People’s History’?  Would it  matter?”
DIDE MAIO
TORRE A – AUDITÓRIO 001
9º PAINEL – 11H30 ÀS 12H55
 ARMANDO  QUINTAS,  JORGE  JANEIRO   E  PAULINA  ARAÚJO  (UNIVERSIDADE   DE  ÉVORA,   ARQUIVO DISTRITAL DE ÉVORA) – “Contributos para a história do sindicalismo: Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Mármores, Madeiras e Materiais de Construção do Sul – Delegação de Évora.”
LEONARDO  ABOIM  PIRES  (IHC/FCSH-UNL) –  “Mudanças  e  Reformismos  da  Organização  Laboral na «Segunda Arrancada» do Corporativismo”
NUNO  SIMÃO  FERREIRA  (CENTRO  DE  HISTÓRIA,  UNIVERSIDADE  DE  LISBOA)  –  “A  solução   corporativa preconizada pela Liga Nacional do 28 de Maio e pelo Nacional-Sindicalismo face ao mundo do trabalho nos anos 30”
ALMOÇO
10º PAINEL – 14H30 ÀS 15H55
 JOÃO   CARLOS   MARQUES   (CENTRO    DE   ESTUDOS   INTERNACIONAIS/ISCTE-IUL)    –    “A   circulação transatlântica de ideias libertárias: anarquismo e sindicalismo no Brasil e em Portugal no início do século XX”
PEDRO LEAL (FLUL) – “O conflito social em Portugal (1919-1921)”
ANTÓNIO MARTINS GOMES (CHAM/FCSH-UNL) – “A operária submissa e a ilha distópica em ‘Os Famintos’, de João Grave”
COFFEE BREAK
11º PAINEL – 16H00 ÀS 17H25
PEDRO PONTE E SOUSA (IPRI/FCSH-UNL) – “Portuguese foreign policy and the role of social movements:  a short introduction”
LUÍS MIGUEL DE ALMEIDA CARVALHO (FCSH-UNL) – “Henrique Caetano de Sousa: O 1º Secretário-Geral do P.C.P.”
JOÃO MOREIRA (IHC/FCSH-UNL) – “Ditadura, Revolução e Democracia em João Martins Pereira”

Recomenda-se também uma vista à página oficial do congresso que pode ser visitada AQUI.

As actas do primeiro congresso podem ser consultadas/descarregadas AQUI.

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.